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Estaremos juntos nesta jornada de navegação e aprenderemos juntos.
"Quando vou por um caminho é por dois que vou:
um é por onde me encaminho o outro a verdade onde estou"
Fernando Pessoa

domingo, 28 de agosto de 2011

Ideias de alguns educadores que nos influenciam na educação

  Para minha reflexão e possível contribuição aos meus colegas iniciarei usando  alguns pontos de vista: filosófica- O que sou eu?Uma substância que pensa. O que é uma  substância que pensa? É uma coisa que duvida que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina e que sente. (Descartes); antropológico pode dizer que sempre existiu preocupação do “homo sapiens” com o conhecimento da realidade. A poesia e a arte  continuam a desvendar lógicas profundas e insuspeitas do inconsciente coletivo, do cotidiano e do destino humano.A ciência é apenas uma forma de expressão desta busca, não exclusiva, não conclusiva, não definitiva.
     A ciência que explica nossa relação com a natureza, com a própria vida, esclarece também a maneira como aprendemos e compreendemos o mundo, mostrando que o indivíduo ensina e constrói o conhecimento  baseado na forma como compreende  a realização deste processo.Uma ciência do passado produz uma escola morta, dissociada da realidade, do mundo da vida.Uma educação sem vida produz seres incompetentes,incapazes de pensar, de construir e reconstruir conhecimento e realizar descobertas científicas. Uma escola morta voltada ao passado, produz indivíduos incapazes do autoconhecimento como fonte criadora e gestora de sua própria vida, da autoria de sua própria história.
            Estamos, portanto, propondo abandonar uma abordagem pedagógica tradicional que enfatiza a transmissão, a linguagem, a cópia da cópia, onde conteúdos e informações são passados diretamente do professor para o aluno, mediante um processo reprodutivo, para criar uma nova situação educacional que enfatize a construção realizada pelo indivíduo através de uma pedagogia ativa, criativa, dinâmica, encorajadora, apoiada na descoberta, na investigação e no diálogo. De uma educação “domesticadora” e “bancária”, circunscrita ao espaço escolar, estamos almejando uma educação libertadora que busque a transcendência do indivíduo, visto como um sistema aberto que enfatize a consciência da inter-relação e da interdependência dos fenômenos a partir do  conhecimento dos processos de mudança, de intercâmbio, de renovação contínua, criatividade natural e complementaridade, não apenas dos hemisférios cerebrais, mas também entre as ciências, as artes e as tradições.  De uma educação que reforça a separação de realidades inseparáveis, que vê a mente separada do corpo, pretendemos uma educação que implica abertura, um novo diálogo entre mente e corpo, sujeito e objeto, consciente e inconsciente, interior e exterior, indivíduo e seu contexto, o ser humano e o mundo da natureza.
         Muitos foram os educadores que contribuíram com a Educação: John Dewey, Rousseau, Pestalozzi, Fröebel, Decroly, Montessori, Freinet, Wallon,  Jean Piaget, Vygotsky, Paulo Freire, Maria Elizabete Prado , Gardner  entre outros.
        Em busca de uma melhor fundamentação  para os trabalhos que desenvolverei nos próximos blocos do Curso Elaboração de Projetos, procurei verificar quais as teorias do conhecimento e da aprendizagem teriam maior correspondência com os novos paradigmas da educação . Dentre os autores optei por Jean Piaget, Paulo Freire, Maria Elizabete Prado e Gardner, este último, por sua teoria das inteligências múltiplas que enfoca a multidimensionalidade da mente.
          Porque a escolha destes autores? Cada uma destas teorias apresenta várias correspondência com o pensamento científico , o que ajudou a estabelecer novas pautas para a educação.
          Dentre outros aspectos , essas teorias têm uma visão da totalidade ao descrever o processo do conhecimento, e demonstram a ocorrência do processo com base em aspectos inseparáveis que envolvem o físico, o biológico, o mental, o psicológico, o sociocultural e articulação com as tecnologias, embora cada autor tenha privilegiado um aspecto  mais do que o outro.
         Todos os autores confirmam a inter- relação entre o indivíduo e seu ambiente, compreendendo-o como um ser contextualizado, uma organização viva, um sistema aberto.Suas teorias reconhecem o conhecimento como algo que está em processo de construção pressupondo a existência de flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptação,cooperação , parcerias e apoio múltiplo além de sua natureza interdisciplinar.Esses e outros aspectos demonstram possíveis confluências entre essas teorias e o pensamento científico da atualidade e contribuíram para  a identificação  de novas pautas como parte integrante de um novo modelo de educação mais atualizado.
        Um paradigma construtivista, interacionista, sociocultural e transcendente.Construtivista porque compreende o conhecimento com algo que está em processo de construção, transformando-se  mediante a ação do indivíduo no mundo ,sujeito ativo em processo permanente de construção. Interacionista porque reconhece que o sujeito  e o objeto são organismos vivos,ativos, abertos em constante  intercâmbio com o meio ambiente, mediante processos interativos indissociáveis e modificadores das relações sujeito-objeto e sujeito-sujeito.Sociocultural porque compreende que o “ser” se faz na relação que o conhecimento é produzido na interação com o muno físico  e social com base no contato do indivíduo com a realidade , com os outros incluindo aqui sua dimensão social,dialógica inerente à própria construção do pensamento que segundo Paulo Freire, não poderia existir sem diálogo do homem consigo mesmo e com o mundo que o cerca. Transcendente porque significa ir mais além,ultrapassar-se, superar-se, entrar em comunhão com a totalidade indivisível, compreender-se como parte integrante do universo, onde todas asa coisas se tocam entre si, como seres interdependentes e inseparáveis o que me leva a crer que somos andarilhos nessa jornada numa caminhada individual e ao mesmo tempo coletiva.
        “Quanto a articulação entre as áreas do conhecimento e a tecnologia segundo Prado” Na sociedade do conhecimento e da tecnologia, torna-se necessário repensar o papel da escola nas questões relacionadas ao processo ensino aprendizagem. Em  nossos dias aprendemos que não se muda um paradigma educacional apenas colocando uma nova roupagem, camuflando velhas teorias, pintando a fachada da escola, colocando telões nas salas de aula, se o aluno continua na posição de expectador, de receptor e copiador se os recursos tecnológicos pouco fazem para ampliar a cognição humana.  O que fazer? Precisamos pensar em uma política de educação que utilizem os recursos pedagógicos da internet, a pesquisa  de forma articulada de modo que o professor desenvolva seus trabalhos utilizando estratégias que possibilitem o aprendizado do aluno.
        O momento atual requer uma reflexão maior sobre o produto de nossa ação.”É o cerne obscuro que oriente os discursos teóricos neste ou naquele sentido” (Morin 1994,p37)


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